O vice-presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Felipe Leitão, abordou a recente rejeição dos projetos que concediam títulos de cidadania a João Azevêdo e Aguinaldo Ribeiro. As declarações foram feitas após uma sessão na Assembleia.
Leitão enfatizou a independência do Poder Legislativo municipal, afirmando que a Câmara tem a prerrogativa de aprovar ou reprovar homenagens.
O Parlamento é um parlamento independente. Então, se eles reprovaram as honrarias, cabe a eles explicar ao público — declarou.
O deputado buscou entender os motivos da rejeição conversando com membros da base governista em Bayeux. Ele relatou um cenário de rivalidade política entre grupos do Governo do Estado e da gestão municipal da prefeita Tacyana Leitão.
Falei rapidamente com o líder do governo na Câmara de Vereadores de Bayeux, que mencionou que o Governo do Estado formou uma bancada contra a Prefeitura e a cidade — afirmou.
Felipe também comentou sobre episódios de votações na Câmara, mencionando críticas à condução política local. Ele citou a situação de uma creche que foi fechada, resultando em dificuldades para as crianças e suas famílias até que a Justiça determinou a reabertura.
O deputado observou que vereadores da oposição têm rejeitado requerimentos da base da prefeita, o que, segundo ele, é uma situação sem precedentes.
Os vereadores do Governo do Estado reprovavam todos os requerimentos da bancada da situação — destacou.
Leitão também mencionou que a recente mudança na composição da maioria parlamentar possibilitou a aprovação de projetos importantes para o município, como iniciativas nas áreas de saúde e assistência animal.
Entre as propostas aprovadas, ele destacou a criação da primeira clínica pet de Bayeux e a construção de um centro neurodivergente, que aguardava aprovação na Câmara.
A rejeição dos Projetos de Decreto Legislativo que concediam o Título de Cidadão Bayeuxense a João Azevêdo e Aguinaldo Ribeiro ocorreu na última segunda-feira, com nove votos contrários e nenhum favorável.
Esse episódio reflete as tensões políticas em Bayeux, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando, evidenciando a rivalidade entre os grupos ligados ao Governo do Estado e os aliados da gestão municipal.