A vereadora Jô Oliveira levantou preocupações sobre o fechamento de Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) em Campina Grande, destacando as consequências diretas para o acesso à saúde pública. Atualmente, apenas dois dos cinco centros da cidade permanecem abertos: o da Catingueira e o da Policlínica Francisco Pinto.
A demanda por atendimento odontológico especializado na cidade já é alta, e a redução no número de unidades pode agravar ainda mais a situação. O mandato da vereadora tem recebido relatos de usuários que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento, inclusive na atenção básica.
Com o fechamento de três CEOs, os pacientes precisarão se deslocar para apenas dois locais, o que tornará o acesso mais difícil, especialmente para aqueles que residem em áreas mais distantes. A concentração dos serviços pode resultar em sobrecarga nas unidades que ainda estão em funcionamento.
Jô Oliveira também criticou a falta de comunicação da gestão municipal, alertando que a população pode se dirigir às unidades fechadas sem qualquer aviso.
É importante que a população receba a informação já com o serviço em funcionamento, como deveria, sabendo para onde vai. A principal demanda nesse caso é a falta de informação para a população — afirmou.
Outro aspecto mencionado pela vereadora foi a ausência de diálogo com o Conselho Municipal de Saúde, que não foi informado sobre a decisão. O tema será debatido apenas na próxima semana, o que, segundo Jô, evidencia falhas no planejamento das políticas públicas de saúde.
Estamos diante de uma inversão de prioridades. Primeiro se fecha, depois se discute. Isso não pode acontecer quando estamos falando de um serviço essencial — destacou a parlamentar.
Jô Oliveira reiterou a falta de transparência e planejamento por parte da gestão, enfatizando a necessidade de garantir que a população não fique desassistida e que o acesso à saúde bucal seja mantido. A redução da estrutura, aliada ao aumento da demanda, pode levar a um colapso no atendimento odontológico especializado, caso a decisão não seja revista urgentemente.