O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caracterizou as recentes agressões entre seu país e o Irã como um 'tapinha de amor', garantindo que a trégua estabelecida há um mês não foi violada. Apesar dos ataques que testam os limites do cessar-fogo, Trump expressa a necessidade urgente de um acordo para encerrar a guerra contra o regime islâmico.
Na quinta-feira (7), o Irã lançou mísseis e drones contra navios de guerra americanos no Estreito de Ormuz, que foram interceptados. Trump comentou que os mísseis 'caíram graciosamente no oceano como uma borboleta caindo em seu túmulo'.
A escolha de palavras de Trump para descrever o frágil cessar-fogo é notável, refletindo a pressão que ele enfrenta devido às consequências da guerra, como gastos militares elevados e a impopularidade da Operação Fúria Épica entre os cidadãos americanos.
A expressão 'tapinha de amor' foi mencionada por Trump em uma conversa com a jornalista Rachel Scott, da ABC News, e gerou reações irônicas nas redes sociais. O colunista John Haltiwanger questionou a lógica de considerar as trocas de tiros como parte de um cessar-fogo, enquanto Adam Cochram criticou a escolha da expressão.
Os EUA estão focados em desbloquear o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, onde cerca de duas mil embarcações e 20 mil marinheiros enfrentam falta de suprimentos. Trump anunciou o Projeto Liberdade para escoltar navios mercantes na região, mas a escalada de ataques levantou preocupações sobre o conflito.
Após o anúncio do Projeto Liberdade, Trump suspendeu temporariamente a iniciativa a pedido do Paquistão, que atua como mediador nas negociações com o Irã. O regime iraniano está avaliando uma proposta de paz dos EUA, mas os novos ataques diminuíram as esperanças de um acordo, levando o chanceler Abbas Araghchi a afirmar que o Irã não cederá à pressão.