A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta quinta-feira, dois indivíduos suspeitos de estarem envolvidos na chacina que deixou quatro trabalhadores baianos mortos na Região Metropolitana de João Pessoa, Paraíba. As vítimas foram identificadas como Cleibson Jaques, Lucas Bispo, Sidclei Silva e Gismario Santos.
Os suspeitos foram encontrados em uma quitinete no bairro Marajoara, em Várzea Grande, após uma troca de informações entre as polícias da Paraíba e de Mato Grosso. As investigações indicam que a ordem para o crime partiu de um chefe de facção criminosa que se encontra no Rio de Janeiro, e o mandante segue foragido.
Um dos presos, identificado pelas iniciais J.I.M.S., de 18 anos, era alvo de um mandado de busca e apreensão por ato infracional análogo a homicídio, cometido quando ainda era menor. O outro suspeito, R.O.S.F., também de 18 anos, teve sua prisão temporária decretada pela Justiça da Paraíba.
Durante a abordagem, a polícia encontrou um documento de identidade falso com um dos suspeitos, além de outro documento com indícios de falsificação escondido dentro da caixa de um celular. Aparelhos celulares foram apreendidos e serão periciados para auxiliar nas investigações.
As investigações revelam que a motivação principal do crime pode estar relacionada a uma suposta dívida de tráfico de drogas atribuída a uma das vítimas, Lucas Bispo. Os outros três trabalhadores não tinham envolvimento com o tráfico. Os corpos foram encontrados em uma área de mata em João Pessoa, no dia 3 de abril, e a perícia confirmou que as vítimas foram executadas a tiros, com três delas apresentando as mãos amarradas.
Diversos envolvidos na execução e ocultação dos corpos já foram identificados, mas muitos continuam foragidos. Dias após a chacina, um homem suspeito de participação foi preso em Bayeux, onde foi encontrado o celular de uma das vítimas. Ele já possuía passagem por tráfico de drogas e estaria ligado à organização criminosa em investigação.
A operação que resultou nas prisões em Mato Grosso faz parte da Operação Pharus, inserida no programa Tolerância Zero, que visa combater facções criminosas. Essa ação também integra a Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que busca a integração das polícias civis no combate ao crime organizado.
Fonte: Metropoles