A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu adiar a votação de novas regras para a manipulação de canetas emagrecedoras. O adiamento ocorreu após um pedido de vista durante a reunião realizada na quarta-feira.
O diretor Daniel Meirelles é o relator do processo, que inclui propostas de mudanças no controle desses medicamentos. Um dos principais pontos em discussão é a transferência da análise da matéria-prima importada para o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), atualmente realizada por laboratórios privados. Além disso, o texto sugere um prazo de 180 dias para que as farmácias se adaptem às novas exigências.
A proposta gerou reações divergentes entre os setores envolvidos. Enquanto entidades da indústria farmacêutica e associações médicas defendem a implementação de medidas mais rigorosas, incluindo a proibição da venda de versões manipuladas, representantes de farmácias de manipulação expressam preocupações de que as mudanças possam restringir o acesso aos produtos e incentivar a entrada de medicamentos irregulares no país.
O diretor Thiago Campos, ao justificar o pedido de vista, destacou que o tema requer ajustes, especialmente no que diz respeito ao processo regulatório e ao prazo para a implementação das novas regras. Ele terá até duas reuniões da agência para apresentar uma nova análise sobre o assunto.
Essa discussão ocorre em um contexto de crescente demanda por canetas emagrecedoras e investigações sobre a produção em larga escala por farmácias que não seguem os padrões exigidos de controle de qualidade.