A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC) dos Estados Unidos entrou com uma ação contra o 'The New York Times', alegando discriminação em uma promoção. O caso envolve um funcionário branco que não foi promovido a editor-adjunto de imóveis, supostamente em favor de uma mulher menos qualificada, em um esforço para atender a metas de diversidade.
O processo, apresentado na terça-feira (6), afirma que a decisão de não promover o editor foi influenciada por políticas do jornal que visam aumentar a representação de mulheres e pessoas negras em posições de liderança. O funcionário, que trabalha na empresa desde 2014 e possui experiência na área de cobertura imobiliária, foi excluído da fase final do processo seletivo, onde três mulheres e um homem negro foram escolhidos.
Andrea Lucas, presidente da EEOC, enfatizou que a lei se aplica a todas as instituições, afirmando que "não existe 'discriminação reversa'" e que toda discriminação por raça ou sexo é ilegal. Lucas, que apoia políticas contra programas de diversidade, já incentivou denúncias de discriminação por parte de homens brancos.
Em resposta, o 'The New York Times' classificou a ação como "politicamente motivada" e se comprometeu a se defender. A porta-voz do jornal, Danielle Rhoades Ha, afirmou que a EEOC desconsiderou fatos relevantes, reiterando que a escolha foi baseada na qualificação da candidata, que, segundo ela, é uma excelente editora.
O processo também menciona que a mulher escolhida não tinha experiência na área de imóveis, mas se encaixava nas características de raça e gênero que o jornal buscava promover. A EEOC destacou que o 'The New York Times' possui um plano de diversidade que visa aumentar em 50% o número de líderes negros e latinos até 2025, meta que, segundo a agência, foi alcançada em 2022.
Atualmente, 68% da liderança do jornal é composta por funcionários brancos, enquanto 29% são de pessoas não brancas. Críticos da ação da EEOC argumentam que ela ataca iniciativas que buscam corrigir desigualdades históricas no mercado de trabalho. A agência também está investigando outras empresas, incluindo a Nike, por alegações semelhantes.