A justiça de Israel confirmou a extensão da detenção dos ativistas Thiago Ávila e Saif Abu Keshek até domingo, após rejeitar um recurso apresentado pela defesa. O advogado Hadeel Abu Salih informou que o tribunal aceitou os argumentos do Estado.
Os dois ativistas compareceram ao tribunal para contestar a decisão que os mantinha presos por mais seis dias. O juiz do tribunal de Ashkelon alegou que a investigação é complexa e que há risco de interferência e destruição de provas.
Embora ainda não tenham sido indiciados, Israel os acusa de vínculos com o Hamas, caracterizando-os como afiliados a uma organização terrorista. Ambos negam as acusações, afirmando que seu objetivo era levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
O governo espanhol declarou que Israel não apresentou evidências de qualquer ligação com o movimento islâmico. Tanto Brasil quanto Espanha têm solicitado a libertação dos ativistas, considerando a detenção ilegal.
A advogada Hadeel Abu Salih criticou a prisão, afirmando que ela poderia legitimar ações semelhantes no futuro. A interceptação da flotilha pelo exército israelense gerou condenações internacionais, incluindo de países como Itália, Alemanha e Turquia.
Antes da audiência, a ONU pediu a libertação imediata e incondicional de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, que foram detidos em águas internacionais. Eles estão em greve de fome e enfrentam interrogatórios por parte das autoridades israelenses.
A organização de direitos humanos Adalah denunciou maus-tratos e abusos psicológicos sofridos pelos detidos, incluindo longos interrogatórios e condições adversas nas celas.
A Flotilha Global Sumud, composta por cerca de cinquenta barcos, tinha como objetivo quebrar o bloqueio de Israel e fornecer ajuda humanitária à Faixa de Gaza, que enfrenta severas restrições.