A Justiça de Teresina condenou dois ex-policiais militares pela morte de Emilly Caetano Costa, uma menina de 9 anos, em um incidente que ocorreu na noite de Natal de 2017. O julgamento, realizado na sexta-feira, 1º de maio, responsabilizou os réus pela série de disparos que atingiram o carro onde a criança estava com sua família.
O ex-PM Aldo Luís Barbosa Dornel recebeu a pena mais severa, totalizando 97 anos de prisão, além de dois anos e oito meses por fraude processual. Ele foi considerado culpado pela morte de Emilly e por quatro tentativas de homicídio contra os pais da menina e outras pessoas no veículo. O outro ex-policial, Francisco Venício Alves, foi condenado a dois anos e três meses de detenção, além de multa, por alterar a cena do crime antes da chegada da perícia.
O caso remonta ao dia 25 de dezembro de 2017, quando a família de Emilly, que incluía seus pais e um bebê de oito meses, foi perseguida por policiais militares. Os agentes suspeitavam, sem confirmação, que o veículo estivesse envolvido em atividades criminosas. Durante a perseguição, os policiais dispararam contra o carro, atingindo Emilly nas costas, enquanto seus pais também foram feridos, mas sobreviveram.
Emilly foi socorrida e levada ao Hospital de Urgência de Teresina, mas não resistiu aos ferimentos. O julgamento destacou a desproporcionalidade da ação policial, resultando em graves crimes, incluindo a morte da criança e as tentativas de homicídio contra os outros ocupantes do veículo. A tentativa de alterar a cena do crime também foi um fator determinante para a condenação por fraude processual.
Fonte: Metropoles