O pastor Silas Malafaia afirmou ser alvo de "perseguição política" após se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e criticou o ministro Alexandre de Moraes durante um culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), no Rio de Janeiro.
Sem mencionar diretamente o caso, Malafaia defendeu seu direito à liberdade de expressão, afirmando que suas críticas eram genéricas e não configuravam crime.
Quando você fala genericamente, não (comete crime). Eu não citei o nome de ninguém — disse.
O culto contou com a presença de figuras políticas, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, o ex-governador Cláudio Castro e outros deputados, que foram chamados ao altar pelo pastor.
Malafaia também criticou o inquérito das fake news, considerando-o "ilegal" e "imoral
, e alegou que foi instaurado para silenciar críticos dos ministros do STF. Ele afirmou que há uma tentativa de
intimidar" opositores.
Ao se referir a Moraes, Malafaia disse que faz críticas ao ministro, mas não o odeia, e advertiu que, se ele "não se arrepender", "virá justiça sobre ele em nome de Jesus".
Essas declarações surgem após a Primeira Turma do STF torná-lo réu por injúria, em um caso que teve origem em um discurso do pastor na avenida Paulista, onde ele criticou generais do Exército.
Os ministros do STF decidiram que, embora não houvesse indícios de calúnia, as declarações de Malafaia poderiam ser consideradas ofensivas, levando ao recebimento da denúncia por injúria.