O Hezbollah introduziu uma nova arma em seus confrontos com Israel: drones de fibra óptica, que são pequenos e difíceis de detectar. Esses dispositivos, amplamente utilizados na guerra na Ucrânia, têm a capacidade de evitar bloqueios eletrônicos devido ao seu controle via cabos finos, que conectam diretamente o operador ao drone.
Embora esses drones não sejam infalíveis, pois podem ser afetados por vento ou por outros drones, especialistas afirmam que, quando operados corretamente, podem ser extremamente letais. Robert Tollast, especialista em drones, destacou que a habilidade do operador é crucial para o sucesso da missão.
Os militares enfrentam o desafio de interceptar esses drones, que possuem um tamanho reduzido e uma trajetória de voo curta, tornando a detecção e a neutralização difíceis. O Hezbollah tem utilizado esses drones principalmente contra soldados israelenses no sul do Líbano e em áreas fronteiriças.
Um oficial militar israelense comentou que a introdução dos drones de fibra óptica representa uma nova ameaça, especialmente porque as defesas aéreas de Israel têm sido eficazes contra mísseis e drones maiores. Ele indicou que esses drones podem ser facilmente fabricados, exigindo apenas componentes comuns e uma quantidade mínima de explosivos.
Ran Kochav, ex-chefe do comando de defesa aérea de Israel, ressaltou a dificuldade em detectar e rastrear esses drones, que voam baixo e rápido. A corrida tecnológica entre Moscou e Kiev durante a guerra na Ucrânia levou ao desenvolvimento desses drones, que foram projetados para contornar bloqueios eletrônicos, embora tenham um alcance limitado em comparação com drones que utilizam rádio.
Recentemente, o Hezbollah divulgou vídeos de ataques realizados com esses drones, incluindo um que resultou na morte de um soldado israelense e ferimentos em outros. O grupo anunciou o uso de drones guiados por fibra óptica pela primeira vez em março, durante a atual rodada de combates.