O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para investigar o descarte de milhares de livros do acervo da Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, em Osasco. A ação foi tomada após a prefeitura descartar os livros em caçambas.
O promotor Rodrigo Nunes Serapião busca apurar possíveis danos ao patrimônio público. A biblioteca, inaugurada em 1963, possui obras de autores locais e documentos históricos da cidade, mas está fechada desde 2020.
Após a repercussão do incidente, o prefeito Gerson Pessoa afirmou que houve um erro no transporte dos livros e que eles estão preservados em almoxarifados. Ele também anunciou a abertura de uma sindicância para investigar o caso e prometeu a restauração da biblioteca para o segundo semestre de 2026.
O prefeito garantiu que todo o acervo será avaliado por um instituto especializado, com o objetivo de recuperar e reintegrar os livros que estiverem em condições adequadas.
Solange Santana, líder do movimento Reabre Biblioteca Osasco, expressou sua preocupação com a perda dos livros, que considera de grande importância histórica e cultural. Desde 2022, o movimento coleta assinaturas para a reabertura da biblioteca, mas não obteve resposta formal da prefeitura.
Um contrato de R$ 1,5 milhão foi assinado pela prefeitura para reformas na biblioteca, mas o primeiro contrato, que previa a conclusão das obras para fevereiro de 2024, ainda não foi finalizado. Além disso, outros grupos também exigem esclarecimentos sobre o descarte dos livros.
O promotor requisitou laudos técnicos e documentos que justifiquem a decisão de descarte, além da identificação dos responsáveis pela ação. A urgência da investigação se deve à necessidade de evitar a perda de provas e verificar se os bens ainda podem ser recuperados.