O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou novas sanções direcionadas a 23 embarcações da chamada 'frota fantasma' russa, além de indivíduos envolvidos no sequestro de crianças ucranianas em regiões controladas pela Rússia durante o conflito.
Zelensky destacou que a primeira fase das sanções se concentra em pessoas ligadas à 'deportação' de crianças dos territórios 'temporariamente ocupados' no leste e sudeste da Ucrânia, que estão sendo privadas de sua identidade e vínculos familiares.
Em sua mensagem nas redes sociais, o presidente ucraniano mencionou que entre os sancionados estão funcionários do governo russo, colaboradores nas áreas ocupadas e propagandistas.
Além disso, um novo pacote de sanções foi imposto a 23 navios cargueiros que a Rússia tem utilizado para contornar as restrições internacionais ao seu petróleo, conforme indicado por Zelensky, que contou com o apoio de aliados da Ucrânia.
Zelensky também alertou sobre as tentativas do governo russo de boicotar os acordos de defesa que a Ucrânia firmou com países do Oriente Médio e do Golfo Pérsico, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de seu programa de drones.
O presidente ucraniano afirmou que o Kremlin reconheceu a capacidade da Ucrânia de atrair investimentos como um desafio significativo e, por isso, está tentando interromper essas parcerias como prioridade em sua política externa.
Zelensky também mencionou a crescente presença militar russa em países africanos, referindo-se ao apoio do grupo paramilitar russo Afrika Korps às Forças Armadas do Mali, que recentemente enfrentaram uma tentativa de golpe de Estado.
Ele advertiu que a expansão das atividades militares russas pode resultar na modernização e fortalecimento de organizações terroristas, além de aumentar o crime transfronteiriço e a instabilidade em regiões migratórias cruciais.
Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022, o conflito já causou dezenas de milhares de mortes. Os últimos meses foram marcados por intensos ataques aéreos russos a cidades ucranianas, enquanto as forças de Kiev têm atacado alvos militares na Rússia e na península da Crimeia.
No âmbito diplomático, a Rússia ainda não aceitou um cessar-fogo prolongado e exige que a Ucrânia ceda quatro regiões e a Crimeia, além de renunciar à adesão à OTAN, condições que a Ucrânia considera inaceitáveis.