O governo da Rússia informou que o Africa Corps, um grupo de mercenários sob seu controle, eliminou mais de 2,5 mil terroristas associados ao Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM) e à Frente de Libertação de Azawad (FLA) durante uma ofensiva no Mali. A declaração foi feita pelo Ministério da Defesa russo nesta terça-feira.
Apesar do elevado número de baixas, os grupos rebeldes conseguiram realizar ataques coordenados em pelo menos quatro regiões do Mali desde o último sábado, incluindo a capital, Bamako. Entre os eventos significativos, está o assassinato do ex-ministro da Defesa do Mali, general Sadio Camara, e a tomada da cidade de Kidal pelo JNIM e pela FLA.
Um porta-voz do JNIM, que possui vínculos com a Al-Qaeda, declarou que o grupo está se preparando para um cerco total a Bamako. Em resposta, o Ministério da Defesa da Rússia destacou que 'a situação na República do Mali continua difícil'.
O primeiro-ministro do Mali, general Abdoulaye Maïga, também comentou que os grupos jihadistas visam 'tomar o poder' e interromper a transição política no país, que desde 2021 é governado por militares, refletindo uma mudança na política externa local.