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EUA desmentem rumores sobre substituição do Irã por Itália na Copa do Mundo

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que o governo Trump busque substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo, após polêmica gerada por declarações de um assessor presidencial.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, desmentiu na quinta-feira (23) que o governo Trump esteja tentando excluir o Irã da Copa do Mundo para incluir a Itália. A declaração surgiu em meio a uma controvérsia relacionada à guerra no Oriente Médio e ao torneio de futebol.

As especulações começaram após um assessor de Donald Trump mencionar ao 'Financial Times' a ideia de substituir o Irã pela Itália, que não se classificou para o torneio após ser eliminada na repescagem pela Bósnia. A proposta foi considerada 'vergonhosa' e 'ofensiva' pela seleção italiana.

Rubio afirmou que não há fundamento nas especulações sobre a possível desistência do Irã e a consequente substituição pela Itália. Ele destacou que as tensões relacionadas à guerra e às restrições migratórias não afetam diretamente os atletas iranianos, mas levantam questões sobre a entrada de acompanhantes da delegação.

O secretário de Estado ressaltou que o problema não está nos jogadores, mas nas pessoas que poderiam acompanhar a equipe, algumas das quais têm ligações com o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica. Ele enfatizou que os atletas iranianos têm a liberdade de decidir não participar do torneio.

Enquanto isso, o assessor de Trump, Paolo Zampolli, expressou seu desejo de ver a Itália na Copa do Mundo, afirmando que seria um sonho para ele. No entanto, dirigentes italianos rejeitaram a ideia de uma substituição, afirmando que a classificação deve ser conquistada em campo.

A Fifa, por sua vez, reafirmou que o Irã participará do torneio e que as decisões sobre a participação de equipes são de sua competência. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, já havia declarado que o Irã representa seu povo e que os jogadores desejam competir.

A embaixada iraniana em Roma criticou a tentativa de exclusão do Irã, afirmando que isso revela a falência moral dos Estados Unidos. O Irã deve jogar suas partidas do Grupo G em várias cidades dos EUA, com a expectativa de que seus atletas possam competir sem impedimentos.

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