O deputado estadual Walber Virgolino (PL) declarou que novas ações judiciais podem ser tomadas na disputa eleitoral em Cabedelo, incluindo pedidos de liminares. Suas declarações surgem após a Justiça Eleitoral manter a diplomação do prefeito eleito Edvaldo Neto (Avante) e do vice-prefeito Evilásio Cavalcanti Neto (Avante).
A juíza eleitoral Thana Michele Carneiro Rodrigues rejeitou o pedido de Walber para suspender a diplomação e solicitou a posse direta no Executivo municipal. A magistrada argumentou que não havia elementos jurídicos suficientes para uma medida mais drástica no momento.
Walber, em entrevista ao programa CBN João Pessoa, mencionou que sua equipe jurídica inicialmente considerou não entrar com um pedido de tutela antecipada, mas decidiu fazê-lo devido à repercussão pública. Ele afirmou: “Minha assessoria jurídica cogitou não entrar nem com tutela antecipada, porque era algo frágil. Mas, para evitar confusão na opinião pública, eu pedi que entrassem. Ela foi negada.”
O deputado também comentou sobre novas provas que estão sendo analisadas, compartilhadas entre a Polícia Federal e o Gaeco, e que podem trazer revelações significativas sobre o processo eleitoral em Cabedelo. Ele declarou:
Com o compartilhamento das provas da investigação da PF junto com o Gaeco, nós vamos ter elementos novos, elementos graves, que vão chocar não só o povo de Cabedelo, mas toda a Paraíba.
Walber questionou a integridade dos processos eleitorais recentes em Cabedelo, levantando suspeitas de abuso de poder econômico e influência de grupos criminosos, alegações que ainda não foram comprovadas judicialmente.
Sobre sua estratégia política, o deputado afirmou que sua prioridade é a reeleição para a Assembleia Legislativa da Paraíba, apesar de acompanhar a situação em Cabedelo. Ele disse:
Eu entrei em Cabedelo não foi para brincar. Eu acreditava que podia mudar a realidade da cidade.
Walber também destacou que manteve sua presença em bases eleitorais, mesmo em tempos de tensão, o que, segundo ele, fortaleceu sua campanha em várias regiões. Com o cenário jurídico ainda indefinido, a situação em Cabedelo continua sendo um ponto sensível na política paraibana.