Na última terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU viu a China e a Rússia vetarem uma resolução apresentada pelo Bahrein, que visava o uso da força para proteger a navegação no estreito de Hormuz. Essa importante via marítima está sob bloqueio do Irã desde o início do conflito com os Estados Unidos e Israel.
A proposta tinha como objetivo aumentar a segurança em uma das rotas marítimas mais cruciais do mundo, pela qual transita 20% do gás liquefeito e do petróleo global. O Bahrein, com o apoio de outras nações do Golfo e dos EUA, havia tentado suavizar a proposta, retirando uma referência explícita à aplicação obrigatória da resolução, mas isso não foi suficiente para evitar o veto.
Para que uma resolução do Conselho de Segurança avance, são necessários pelo menos nove votos favoráveis e a ausência de veto dos cinco membros permanentes: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos. Com os vetos de Pequim e Moscou, a proposta não pôde ser aprovada, apesar de ter recebido o apoio de 11 países e a abstenção de outros dois.
Após a votação, o ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, expressou a decepção dos países do Golfo com a rejeição da medida. O conflito no Oriente Médio já dura seis semanas, resultando em custos crescentes de energia, e a continuidade do bloqueio no estreito de Hormuz pode levar a uma escassez de derivados de petróleo.
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem intensificado suas ameaças ao regime iraniano em resposta ao fechamento do estreito. Em uma postagem na plataforma Truth Social, ele alertou que uma 'civilização inteira' pode ser destruída em ataques americanos caso não haja um acordo. Trump estabeleceu um prazo para a reabertura do estreito, afirmando que, se não houver progresso até a noite de terça-feira, ações severas serão tomadas contra o Irã.