O ambiente político e jornalístico de Campina Grande está novamente em evidência após um assessor do prefeito Bruno Cunha Lima acusar um jornalista local de promover uma campanha de calúnia e difamação, com o apoio da Associação Campinense de Imprensa (ACI).
Em suas redes sociais, o assessor exigiu uma retratação pública do jornalista e da ACI, alegando que a narrativa apresentada é
mentirosa, ardilosa e com objetivo claro de atingir politicamente o prefeito
. Essa crítica é reforçada pela contradição entre as alegações de ameaça nas redes sociais e o boletim de ocorrência, que menciona apenas injúria.
A insatisfação com a ACI não é um fato isolado. O texto menciona um histórico de descontentamento com a atuação da entidade, que é acusada de agir de maneira seletiva e parcial. A autora do artigo relata ter enfrentado oito processos judiciais movidos por um ex-candidato a prefeito e afirma que seu pedido de apoio à ACI foi ignorado.
A autora também destaca que, apesar de ter sido absolvida de todos os processos com base na liberdade de imprensa, a ACI não reconheceu ou apoiou seu direito. Em contraste, jornalistas que criticam o prefeito Bruno ou seus assessores recebem apoio da entidade, que deveria atuar de forma imparcial.
Esse episódio levanta questões sobre o papel das entidades representativas da imprensa em conflitos envolvendo jornalistas. A atuação deve ser pautada pela imparcialidade e defesa ampla da categoria, independentemente de alinhamentos políticos.
Além disso, acusações graves sem provas consistentes podem comprometer reputações e fragilizar o ambiente democrático, já tensionado por disputas políticas. O recado é claro: há uma cobrança por retratação e a possibilidade de desdobramentos judiciais.
Fonte: Simoneduarte