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Irã considera ameaças de Trump como possíveis crimes de guerra

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que as recentes ameaças de Donald Trump podem configurar crimes de guerra, citando o direito internacional.
Foto: G1

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, declarou que as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de atacar usinas de energia e pontes no Irã podem ser consideradas crimes de guerra. A afirmação foi feita após Trump publicar uma mensagem em sua rede social, onde mencionou o Estreito de Ormuz e exigiu a reabertura da passagem marítima.

Na postagem, Trump afirmou:

Terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a p*** do estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno — é só esperar! Louvado seja Alá

.

Gharibabadi, em uma publicação no X, ressaltou que as declarações de Trump, como a mais alta autoridade dos EUA, configuram uma ameaça pública de cometer crimes de guerra, citando o artigo 8.º, n.º 2, alínea b), do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, que considera ataques a infraestrutura civil como tal.

Além disso, Trump expressou otimismo em relação a um possível acordo com o Irã durante uma entrevista à Fox News, afirmando que as negociações estão em andamento e que os negociadores iranianos receberam uma anistia limitada para participar das discussões. Contudo, ele também fez novas ameaças caso o acordo não seja alcançado, sugerindo que os EUA poderiam tomar o petróleo iraniano.

Na sexta-feira, o Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo de 48 horas apresentada pelos Estados Unidos, que, segundo uma fonte anônima, foi vista como uma reação à capacidade militar do país. A resposta do Irã, segundo a fonte, foi manifestada no campo de batalha, com a continuidade dos ataques.

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