Uma carta supostamente escrita por Jeffrey Epstein foi divulgada pela Justiça dos Estados Unidos, após um pedido do jornal The New York Times. O documento, que estava sob sigilo, faz parte de um processo relacionado ao ex-companheiro de cela do financista, encontrado morto em 2019 em uma prisão federal de Nova York.
Embora o conteúdo da carta inclua expressões de revolta em relação às investigações federais e mencione a possibilidade de suicídio, as autoridades ainda não confirmaram sua autenticidade. O texto apresenta frases como:
Eles me investigaram por meses — não encontraram nada!!! Então, o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás. É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus. O que você quer que eu faça — cair no choro!! Não é legal — não vale a pena!!
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A morte de Epstein gerou diversas teorias da conspiração, especialmente devido a falhas de segurança na prisão onde ele estava detido. Relatórios indicaram problemas como câmeras defeituosas e falta de vigilância adequada na noite de sua morte. Imagens das câmeras de segurança do corredor da cela foram recentemente divulgadas.
Em 2019, Epstein foi preso novamente sob acusações de tráfico sexual de menores, após um acordo judicial de 2008 ser considerado inválido. A carta teria sido encontrada em julho de 2019 por Nicholas Tartaglione, que estava na mesma cela. Após ser localizado inconsciente, Epstein alegou que não tinha intenção de suicídio e acusou Tartaglione de agressão.
Tartaglione afirmou que a carta foi encontrada dentro de um livro e que a entregou ao seu advogado como precaução. O documento permaneceu lacrado por decisão judicial e fazia parte do processo criminal contra Tartaglione. Investigadores que apuravam a morte de Epstein não tiveram acesso ao material.