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Ex-funcionários da Embaixada da Síria no Brasil enfrentam ações judiciais

Ex-funcionários da Embaixada da Síria em Brasília movem ações na Justiça do Trabalho, reivindicando direitos trabalhistas e denunciando um ambiente de pressão e irregularidades.
Foto: Síria

Ex-funcionários da Embaixada da Síria, localizada em Brasília, estão envolvidos em uma série de ações judiciais contra a representação diplomática. Eles alegam violação de direitos trabalhistas e relatam um ambiente de trabalho opressivo, com regras que não respeitam a legislação brasileira. Alguns ex-funcionários, que preferem permanecer anônimos por medo de represálias, compartilharam suas experiências com a rotina de trabalho na embaixada.

Um dos casos mais emblemáticos é o de um ex-motorista, que trabalhou na embaixada de 2016 até sua demissão em 2023. Ele acumulou diversas funções não previstas em seu contrato, como cuidar da limpeza e manutenção do local. Após ser demitido, buscou a Justiça do Trabalho para reivindicar o reconhecimento do vínculo empregatício, verbas rescisórias, horas extras, depósitos de FGTS e uma indenização por danos morais.

Durante o processo, o ex-motorista enfrentou dificuldades para conseguir novos empregos devido a um comunicado da embaixada, que alertou outras representações diplomáticas sobre sua suposta má conduta. Essa situação culminou em sua trágica morte em 2025. A embaixada, por sua vez, alegou que a demissão foi por justa causa, o que é contestado pela defesa do ex-funcionário.

A Justiça do Trabalho reconheceu o vínculo empregatício e determinou que a embaixada regularizasse a situação do ex-motorista, mas ele não chegou a receber os valores devidos antes de falecer. Além desse caso, outras denúncias de irregularidades foram feitas por ex-funcionários, incluindo uma empregada doméstica que relatou ter sido desviada de suas funções e um porteiro que também buscou reconhecimento de seu vínculo trabalhista.

As ações judiciais de ambos os casos resultaram em decisões favoráveis, mas os ex-funcionários ainda não receberam as indenizações devidas. A Embaixada da Síria foi contatada para comentar sobre as acusações e as ações em andamento, mas não respondeu até a publicação deste texto.

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