A venda do Centro de Treinamento do Mangabeirão pelo Auto Esporte teve um desdobramento significativo com a decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O tribunal acolheu um agravo de instrumento do clube, suspendendo uma ação de execução que cobrava R$ 5 milhões de honorários advocatícios do advogado e ex-presidente do Macaco Autino, Watteau Ferreira Rodrigues.
Em março de 2023, o Conselho Deliberativo do Macaco Autino aprovou a venda do terreno do Mangabeirão por R$ 25 milhões a uma rede de supermercados. Watteau atuou como intermediário, com um acordo que previa 20% do valor total da venda como honorários, totalizando R$ 5 milhões.
A defesa do Auto Esporte, liderada pela advogada Renata Aristóteles, argumentou que houve irregularidades na venda. A primeira alegação foi que a aprovação do negócio não seguiu o estatuto do clube, pois apenas quatro membros do Conselho Deliberativo estavam presentes na votação, quando era necessária a aprovação de 2/3.
Outro ponto levantado foi que Watteau não teria cumprido suas obrigações contratuais, que incluíam a regularização do terreno e a efetivação da venda. A defesa afirmou que o processo de regularização não avançou e que o imóvel ainda pertence ao Estado da Paraíba.
Na primeira instância, o juiz não analisou o pedido do Auto Esporte, alegando que os argumentos precisavam ser apresentados pelas partes de forma adequada. Em resposta, o clube recorreu ao TJPB, que decidiu suspender a cobrança na última terça-feira (24).
Joacil Júnior, executivo de futebol do Auto Esporte, expressou alívio com a decisão, afirmando que o clube não poderia ser explorado por interesses pessoais. Ele destacou que a suspensão da cobrança permitirá um planejamento mais tranquilo para a próxima temporada do Campeonato Paraibano da Segunda Divisão.