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Eutanásia autorizada resulta na morte de jovem espanhola

Noelia Castillo, de 25 anos, faleceu após eutanásia autorizada, após 601 dias de avaliações e disputas judiciais. Ela vivia com paraplegia e dor crônica.
Foto: G1

Noelia Castillo, uma jovem espanhola de 25 anos, faleceu após passar por um procedimento de eutanásia legalmente autorizado. A informação foi divulgada pelo jornal 'El País'.

O processo que levou à eutanásia se estendeu por cerca de 601 dias, envolvendo avaliações médicas e disputas judiciais. Noelia vivia com paraplegia e dor crônica desde 2022, após sofrer uma queda de grande altura.

A condição da jovem foi considerada grave por especialistas, que avaliaram seu sofrimento físico e psicológico. Uma comissão independente concluiu que ela atendia aos critérios legais para a eutanásia na Espanha.

A autorização para o procedimento não foi imediata, pois o pai de Noelia contestou judicialmente a decisão, alegando que ela não tinha condições psicológicas para decidir sobre a própria morte. O caso foi levado a diferentes instâncias da Justiça, mas as decisões mantiveram que a jovem atendia aos critérios legais.

Além das limitações físicas, Noelia tinha um histórico de sofrimento psicológico, incluindo episódios de violência e atendimentos em saúde mental antes da lesão. Após o acidente, seu quadro se agravou com dores persistentes e dificuldades funcionais.

A legislação espanhola, que legalizou a eutanásia em 2021, permite o procedimento em casos de doenças graves e incuráveis ou condições crônicas incapacitantes, desde que o sofrimento seja considerado intolerável e o pedido seja voluntário e informado.

No Brasil, a eutanásia é proibida, mas a ortotanásia é autorizada, priorizando o conforto do paciente em situações de doenças graves. O caso de Noelia destaca a complexidade da decisão médica quando envolve sofrimento físico e psicológico.

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