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Resgates aéreos são organizados para passageiros do cruzeiro MV Hondius

Após um surto de hantavírus, países como Alemanha e França iniciam operações de evacuação do cruzeiro MV Hondius, onde ocorreram mortes. Passageiros desembarcarão na Espanha.
Foto: Imagem colorida mostra navio de cruzeiro - Metrópoles

Um surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius levou diversos países a organizarem operações de resgate aéreo para seus cidadãos. A embarcação, que realiza uma viagem entre Argentina e Cabo Verde, registrou ao menos três mortes, conforme informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na manhã deste domingo, a embarcação deve chegar ao Porto de Grandilla, na ilha de Tenerife, na Espanha. O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, e a ministra da Saúde, Mónica García, confirmaram que os cidadãos espanhóis serão os primeiros a desembarcar. A saída dos demais passageiros dependerá da autorização das autoridades de saúde e da chegada das aeronaves enviadas pelos respectivos países.

A União Europeia anunciou o envio de mais duas aeronaves para auxiliar na evacuação de cidadãos europeus ainda a bordo. Os Estados Unidos também planejam enviar aviões para resgatar seus cidadãos, enquanto o Reino Unido se comprometeu a ajudar outros países que não conseguirem organizar transporte próprio.

Os passageiros poderão levar apenas itens essenciais, pois as bagagens permanecerão no navio. Os corpos das vítimas serão desinfetados e enviados à Holanda. As autoridades exigiram o uso de máscaras durante o desembarque e o transporte dos passageiros, embora o governo espanhol considere o risco de contágio para a população local como baixo.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou à Espanha para acompanhar a operação e afirmou que não há novos casos de sintomas entre os passageiros. Ele também investiga a possibilidade de contágio ter ocorrido antes do embarque, possivelmente durante um voo em Joanesburgo, na África do Sul.

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