O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo ao Irã para que leve a sério a necessidade de um acordo, afirmando que a falta de progresso pode resultar em consequências graves. Em uma publicação na rede Truth Social, ele descreveu os negociadores iranianos como "muito diferentes" e "estranhos
, enfatizando que, sem um entendimento,
não haverá volta e não vai ser bonito".
Trump observou uma contradição na postura do Irã, onde, segundo ele, autoridades estariam "implorando
por um acordo, enquanto publicamente afirmam estar apenas
analisando a proposta" dos Estados Unidos. Ele criticou essa posição como "falsa", argumentando que o fim do conflito é do interesse do próprio Irã, que, segundo ele, foi "militarmente aniquilado e sem qualquer possibilidade de recuperação".
As declarações de Trump contrastam com a posição oficial de Teerã. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que não há "negociações ou conversas
com os Estados Unidos, embora tenha admitido o envio de
mensagens" por Washington, que não configurariam um diálogo formal.
Além disso, Trump criticou a OTAN, afirmando que os Estados Unidos "não precisam da aliança para nada" e que os países da organização não ajudaram os EUA em relação ao Irã. Ele ressaltou a importância do momento atual na História.
A Casa Branca não confirmou a apresentação de um plano de 15 pontos ao Irã, mas indicou que contatos estão em andamento. Segundo a emissora estatal iraniana Press TV, Teerã teria rejeitado a proposta, considerando-a "excessiva" e reafirmando sua intenção de definir os próprios termos para o fim da guerra.
O porta-voz militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, afirmou que Washington estaria "negociando consigo mesmo" e descartou a possibilidade de uma trégua no futuro próximo.