Ataques aéreos da Rússia, que incluíram o lançamento de mais de 390 drones e 34 mísseis, resultaram na morte de cinco pessoas e em quase 20 feridos em várias regiões da Ucrânia nesta terça-feira. A ofensiva foi considerada a mais intensa das últimas semanas, de acordo com informações das autoridades.
Em Zaporizhzhia, uma cidade frequentemente atingida, jornalistas observaram um incêndio que destruiu andares de um prédio residencial. O ataque ocorreu em um momento de crescente preocupação sobre a capacidade da Ucrânia de se defender, uma vez que os estoques de sistemas de defesa aérea americanos estão se esgotando devido à guerra no Oriente Médio.
O presidente Volodimir Zelensky destacou a necessidade urgente de mais proteção para salvar vidas, afirmando nas redes sociais que
os números mostram claramente a necessidade de mais proteção para salvar vidas dos ataques russos
. Ele também enfatizou a importância de garantir que todos os acordos de defesa aérea sejam implementados rapidamente.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, acusou Moscou de realizar ataques deliberados contra civis. Enquanto isso, uma terceira rodada de negociações mediadas pelos Estados Unidos para tentar resolver o conflito foi adiada devido à situação no Oriente Médio.
Zelensky havia alertado sobre a possibilidade de um "ataque maciço" russo. Os mísseis e drones atingiram áreas residenciais e infraestruturas essenciais em todo o país. Em Poltava, o governador regional relatou pelo menos duas mortes e 12 feridos, incluindo uma criança em estado grave.
Na região de Kharkiv, um passageiro de 61 anos morreu quando um drone atingiu seu vagão de trem. Em Kherson, um civil foi morto em sua casa devido aos ataques. No campo de batalha, o Exército russo anunciou ter tomado o controle de uma localidade na região de Kharkiv.
Desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, a Rússia tem ocupado grandes áreas no sul e leste do país, realizando ataques diários com drones e mísseis.