Os preços do petróleo voltaram a subir nesta terça-feira, refletindo a instabilidade nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que visam resolver o conflito no Oriente Médio. Após uma queda significativa de 11,12% no dia anterior, o barril do tipo Brent registrava um aumento de 2,53%, alcançando US$ 98,35.
O petróleo WTI, referência nos EUA, também apresentou alta de 2,68%, subindo para US$ 90,49. Essa volatilidade é resultado do impasse geopolítico e das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento de energia.

A recuperação dos preços ocorre após um breve alívio gerado pela decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de adiar um ataque à infraestrutura elétrica do Irã. Embora essa decisão tenha contribuído para a queda dos preços anteriormente, as incertezas sobre o futuro do conflito permanecem.
Apesar de Trump ter estendido o prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás natural, o Irã negou estar em negociações com os EUA. Além disso, autoridades israelenses indicaram que um acordo é improvável no momento.
Com a situação no estreito ainda instável e o conflito em curso, o mercado voltou a considerar os riscos de restrições na oferta global de energia. Os contratos futuros do Brent para junho subiam cerca de 2%, enquanto o petróleo norte-americano avançava cerca de 3%.
Tony Sycamore, analista da IG, destacou que "a situação continua extremamente frágil", ressaltando que a falta de consenso entre as partes envolvidas mantém a pressão sobre os preços.
Além do aumento nos preços do petróleo, os mercados globais mostraram volatilidade, com quedas nas bolsas e uma recuperação do dólar, refletindo a cautela dos investidores diante da escalada do conflito.
Analistas alertam que danos à infraestrutura energética podem resultar em preços elevados por um período prolongado, mesmo que uma trégua seja alcançada. Thomas Mathews, da Capital Economics, afirmou:
Mesmo que o conflito termine em breve, os preços de energia podem permanecer altos.