O exército dos Estados Unidos anunciou, neste sábado, a destruição de um bunker iraniano localizado no Estreito de Ormuz. Um vídeo divulgado pelo Comando Militar dos Estados Unidos (CentCom) mostrou que a instalação continha armas que representavam um risco significativo ao transporte internacional. A operação ocorreu no início da semana, coincidindo com as celebrações do fim do Ramadã no Irã, onde o líder supremo, Mojtaba Khamenei, não estava presente.
O almirante Brad Cooper, chefe do CentCom, confirmou que aviões de guerra destruíram a instalação subterrânea na costa iraniana, que armazenava mísseis de cruzeiro antinavio e lançadores móveis. Cooper afirmou:
Não apenas destruímos a instalação, como também destruímos locais de apoio de inteligência e repetidores de radar de mísseis que eram utilizados para monitorar os movimentos dos navios
. Ele acrescentou que a ação diminuiu a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação na região.

O Irã, por sua vez, mantém o acesso ao Estreito de Ormuz bloqueado em resposta a ataques ocorridos em 28 de fevereiro. Essa rota é crucial, pois cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito consumidos globalmente passam por ali. O conflito resultou em um aumento significativo nos preços do petróleo, com o barril de Brent subindo entre 30% e 40% no último mês, atualmente sendo negociado em torno de US$ 105.
A pressão nos preços levou países como Japão e França a se manifestarem dispostos a ajudar na reabertura do estreito, embora o comunicado não especifique como essa ajuda seria prestada. O comunicado também elogiou a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos EUA e mencionou que outras medidas seriam tomadas para estabilizar os mercados de energia.
A guerra, que já dura quatro semanas, trouxe novos focos de tensão, incluindo acusações da organização de energia atômica do Irã contra os EUA e Israel por ataques à instalação nuclear de Natanz, que possui centrífugas para enriquecimento de urânio. Não houve relatos de vazamentos de materiais radioativos, e o exército israelense afirmou não estar ciente do ocorrido. A Rússia classificou os ataques como irresponsáveis, alertando para os riscos de uma catástrofe regional.
O cenário político no Irã é de instabilidade, com a morte do líder supremo Ali Khamenei durante o conflito, sendo sucedido por seu filho, Mojtaba Khamenei, que ainda não foi visto em público. Enquanto isso, o governo de Israel indicou que a intensidade das operações aumentará, com o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmando que não pararão até que todos os objetivos da guerra sejam alcançados. O presidente americano, Donald Trump, declarou que os EUA estão "prestes a alcançar" seus objetivos, mas descartou um cessar-fogo no momento.