Robert Mueller, que liderou a investigação sobre a interferência da Rússia nas eleições norte-americanas de 2016, faleceu neste sábado aos 81 anos, conforme reportado pela imprensa dos EUA. Donald Trump expressou estar 'contente' com a notícia.
Mueller foi o responsável por documentar a interferência russa e seus contatos com a campanha de Trump. Embora Trump tenha vencido as eleições, a investigação resultou em acusações contra 34 pessoas, incluindo associados ao presidente e oficiais russos.


Mueller, um veterano da Guerra do Vietnã, assumiu a direção do FBI após os ataques de 11 de setembro de 2001 e permaneceu no cargo por 12 anos. As causas de sua morte não foram divulgadas, mas relatos anteriores indicavam que ele sofria de Mal de Parkinson.
Após sua aposentadoria em 2013, Mueller foi convocado em 2017 como conselheiro especial para investigar a interferência russa, após a demissão de James Comey. Seu relatório de 2019 detalhou uma campanha russa de ataques cibernéticos e propaganda.
Durante seu depoimento ao Congresso, Mueller afirmou que a investigação constatou a interferência russa, mas não encontrou evidências de conluio entre a campanha de Trump e o governo russo. Ele também esclareceu que não exonerou Trump em relação a possíveis obstruções da justiça.