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Israel intensifica operações militares no Líbano após ataques do Hezbollah

As Forças Armadas de Israel foram instruídas a ampliar suas operações no Líbano, em resposta a uma nova onda de ataques do Hezbollah. O ministro da Defesa alertou o governo libanês sobre possíveis ações unilaterais.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

As Forças Armadas de Israel receberam ordens para intensificar suas operações militares no Líbano, conforme anunciado pelo ministro da Defesa, Israel Katz. Essa decisão surge após o Hezbollah realizar uma série de ataques com foguetes contra Israel na noite anterior.

Katz advertiu o governo libanês de que, se não conseguir conter as ações do Hezbollah, Israel poderá avançar unilateralmente sobre o território. Ele declarou:

O Hezbollah lançou ontem uma forte barragem de foguetes contra o Estado de Israel. As Forças de Defesa de Israel responderam com força em Dahiyeh e contra alvos do Hezbollah em todo o Líbano.

O ministro enfatizou a necessidade de o governo libanês controlar a situação para evitar novos ataques.

Alertei o presidente do Líbano que, se o governo não souber controlar o território e impedir o Hezbollah de ameaçar as comunidades do norte e disparar contra Israel, tomaremos o território e faremos isso nós mesmos — afirmou.

Katz, junto ao primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, determinou que o Exército se prepare para uma ampliação das operações no Líbano, visando restabelecer a segurança nas comunidades do norte de Israel.

Após essas declarações, o Exército israelense emitiu novas ordens de evacuação para áreas do sul do Líbano, aumentando significativamente a zona que os moradores devem deixar. A população foi orientada a se deslocar para regiões ao norte do rio Zahrani.

Um porta-voz militar divulgou um mapa na rede social X, indicando que cerca de 10% do território libanês já está sob ordens de evacuação emitidas por Israel.

Na noite anterior, o Hezbollah afirmou ter disparado dezenas de foguetes contra Israel, caracterizando a ação como a maior operação do grupo desde o início do atual conflito. A milícia justificou a ofensiva como uma resposta aos ataques israelenses em cidades e bairros do sul de Beirute.

O governo israelense relatou que cerca de 200 foguetes e 20 drones foram lançados contra o país durante a noite, em uma ação que teria sido coordenada com ataques do Irã, incluindo mísseis balísticos. O Hezbollah e o governo iraniano não confirmaram esses números.

O ministro da Informação do Líbano informou que os ataques israelenses resultaram em pelo menos 687 mortes no país desde 2 de março, incluindo 98 crianças e 52 mulheres. Além disso, a ministra de Assuntos Sociais do Líbano, Haneen Sayed, revelou que o número de deslocados internos já chega a 816 mil, com cerca de 126 mil pessoas abrigadas em centros de acolhimento.

O Hezbollah entrou no conflito em apoio ao Irã, que tem sido alvo de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel. O presidente americano e o primeiro-ministro israelense afirmam que a ofensiva visa enfraquecer o programa nuclear iraniano e promover mudanças no regime do país.

Durante os ataques, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto, e seu filho, Mojtaba Khamenei, assumiu a liderança do país dias depois.

O conflito, que se intensificou com a participação dos Estados Unidos e de Israel, entra agora no 13º dia, com bombardeios no Irã e ataques a petroleiros, enquanto a tensão no mercado de petróleo e o número de mortos continuam a crescer.

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