O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que a terça-feira será um dia de intensos ataques contra o Irã, em uma coletiva de imprensa sobre a ofensiva americana. Hegseth destacou que o presidente Donald Trump é quem decide o término da operação, com o objetivo de destruir a infraestrutura de Defesa de Teerã.
O Irã está desesperado e em apuros. Está sozinho e perdendo feio, cometeu um grande erro ao atacar seus vizinhos. Hoje será o dia de ataques mais intenso e o Irã disparou o menor número de mísseis nas últimas 24 horas — afirmou Hegseth.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, também participou da coletiva e revelou que os EUA já atacaram mais de 5 mil alvos, incluindo mais de 50 navios de guerra, nos primeiros dez dias de ofensiva. O foco atual são
navios lançadores de minas e instalações de armazenamento
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Em resposta a declarações do Irã, que afirmou não se render e que apenas Teerã decidirá o fim da guerra, Caine comentou:
Acho que eles estão lutando, e respeito isso, mas não acho que sejam mais formidáveis do que pensávamos
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Mais cedo, Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança do Irã, ameaçou Trump, desconsiderando suas "ameaças vazias" e alertando-o para não ser eliminado. Larijani enfatizou que o povo iraniano não teme as ameaças dos EUA.
A declaração de Larijani foi uma resposta a um post de Trump, que havia ameaçado um ataque "20 vezes mais forte" caso o Irã continuasse bloqueando o Estreito de Ormuz, o que poderia afetar o preço e abastecimento de petróleo globalmente.
Apesar das ameaças, Trump afirmou que a guerra está "quase concluída", enquanto a Guarda Revolucionária iraniana declarou que o conflito só terminará quando o Irã decidir. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também se manifestou, afirmando que "ainda não terminamos" e que as ofensivas continuarão.