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Pressão interna cresce por saída de Keir Starmer do Partido Trabalhista

Keir Starmer enfrenta uma crise no Partido Trabalhista após derrotas eleitorais, com mais de 70 deputados pedindo sua saída. A ministra Miatta Fahnbulleh renunciou e pediu uma transição de poder.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, está sob intensa pressão dentro do Partido Trabalhista após a recente derrota nas eleições locais e regionais. Mais de 70 deputados da legenda manifestaram publicamente seu apoio à saída de Starmer, enquanto membros do governo também pedem uma mudança na liderança do partido.

A situação se agravou com a renúncia da ministra da Fé e das Comunidades, Miatta Fahnbulleh, que solicitou a Starmer que deixasse o cargo. Em suas redes sociais, a ex-ministra revelou ter enviado sua carta de demissão e defendeu a necessidade de um cronograma para uma transição organizada de poder.

Fahnbulleh expressou sua preocupação com a perda de confiança do governo junto à população e questionou a capacidade de Starmer de liderar as mudanças necessárias.

O público não acredita que o senhor seja capaz de liderar essa mudança e eu também não — afirmou.

Apesar da crescente pressão, Starmer reiterou sua intenção de permanecer no cargo, afirmando que o país espera que o governo continue a governar. Ele reconheceu sua responsabilidade pelo desempenho eleitoral do partido, mas destacou que os últimos dias foram desestabilizadores e alertou sobre os impactos econômicos da crise política.

De acordo com informações do jornal The Times, figuras importantes do gabinete, incluindo a ministra do Interior, Shabana Mahmood, estão defendendo que Starmer considere uma data para sua saída. A ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, também teria sugerido uma transição organizada, enquanto David Lammy, vice de Starmer, estaria pressionando por um cronograma.

Nos últimos dias, quatro assessores ministeriais deixaram seus cargos, alegando que Starmer não é a pessoa certa para liderar o partido nas eleições gerais de 2029. Mesmo diante dessa crise, o primeiro-ministro anunciou novas nomeações para preencher as vagas deixadas por aqueles que se demitiram.

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