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MPRN esclarece prisão de paraibano por dados falsos e nega erro

MPRN esclarece que prisão de paraibano por engano não foi erro da instituição, mas sim confusão de identidade com autor verdadeiro.
Foto: Paraibano preso por engano vai pedir indenização de até R$ 70 mil

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) declarou que a prisão de um paraibano, que ocorreu por engano, não foi resultado de um erro por parte da instituição. A prisão foi realizada após o indivíduo ser confundido com outro homem condenado por roubo qualificado. De acordo com o MPRN, os dados utilizados no processo foram fornecidos pelo verdadeiro autor do crime, no momento de sua prisão em flagrante, em 2021.

Em nota, o MPRN explicou que o acusado se identificou voluntariamente como José Wellington Alves de Lima e forneceu informações pessoais que foram registradas pela polícia. Esses dados serviram de base para a denúncia apresentada à Justiça. O órgão acrescentou que, na ocasião, o homem afirmou estar em situação de rua e sem documentos de identificação, o que levou o sistema de Justiça a considerar apenas as informações verbais prestadas.

José Wellington Alves de Lima, o paraibano preso por engano, pretende mover uma ação judicial pedindo indenização de até R$ 70 mil por danos morais contra o estado do Rio Grande do Norte. A defesa de José Wellington argumenta que ele nunca teve passagens pela polícia e que a prisão indevida gerou prejuízos que necessitam de reparação.

O mandado de prisão contra José Wellington foi emitido com base em dados pessoais que não correspondiam ao verdadeiro autor dos crimes, que ainda está foragido. A Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte não se pronunciou sobre o caso até o momento da última atualização desta reportagem.

José Wellington foi libertado após passar por uma audiência de custódia, e sua saída da prisão foi marcada por comemorações de familiares e amigos. Em entrevista, ele relatou que durante os três dias de detenção, seus pensamentos estavam voltados para a família e as consequências que a prisão poderia ter em seus dois empregos.

O caso ganhou destaque depois que um vídeo mostrando a recepção calorosa na saída de José Wellington da prisão foi divulgado. A situação gerou grande comoção na cidade de Itabaiana, Paraíba, onde ele trabalha e reside.

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