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Zelensky propõe reunião a Putin para discutir fim da guerra

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, enviou uma carta aberta a Vladimir Putin, sugerindo uma reunião para negociar o término do conflito iniciado em 2022.
Foto: Putin e Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, divulgou nesta quinta-feira (4/6) uma carta aberta ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, na qual propõe uma reunião direta entre os dois líderes. O objetivo seria discutir o fim da guerra que teve início em fevereiro de 2022.

Na carta, Zelensky formaliza o convite a Putin, afirmando: “Proponho uma reunião”. Ele sugere que o encontro ocorra em países conhecidos por sua tradição em mediações internacionais, como Suíça, Turquia ou nações árabes, e descarta a possibilidade de realizar a reunião em Moscou ou Kiev.

O presidente ucraniano também defende a participação dos Estados Unidos e de países europeus como garantidores de um eventual acordo. Entre as propostas apresentadas, estão um cessar-fogo completo durante as negociações, a troca total de prisioneiros de guerra e medidas para o retorno de civis e crianças que foram retirados de áreas afetadas pelo conflito. Zelensky enfatiza que

a Ucrânia está pronta para um cessar-fogo completo durante as negociações

.

Na carta, Zelensky responsabiliza Putin pela invasão da Ucrânia, afirmando que a decisão foi pessoal do líder russo. Ele argumenta que a continuidade da guerra tem gerado custos crescentes para a sociedade russa.

A proposta de Zelensky surge poucas horas após Putin declarar que a Rússia está disposta a encerrar o conflito por meio de negociações diplomáticas, mas apenas com base em compromissos discutidos recentemente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um encontro realizado em Anchorage, no Alasca. Apesar de defender as negociações, Putin reiterou que suas tropas continuam avançando no campo de batalha, afirmando que a Rússia controla integralmente a região de Luhansk e mais de 85% da região de Donetsk.

Zelensky também critica a narrativa do Kremlin, alegando que Moscou não tem conseguido atingir os objetivos militares que anunciou ao longo da guerra. Ele menciona dados sobre as perdas russas e destaca que a população da Rússia está cada vez mais afetada pelos impactos econômicos e sociais do conflito.

A troca de mensagens entre os líderes ocorre em um contexto de escalada militar, com a Rússia intensificando ataques a cidades ucranianas e Kiev ampliando operações contra alvos estratégicos em território russo, incluindo áreas próximas a Moscou e São Petersburgo.

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