O líder chinês Xi Jinping declarou apoio à iniciativa de países do Oriente Médio de estabelecer uma aliança militar independente. Sua declaração ocorre em um contexto de mudanças geopolíticas na região, impulsionadas pela guerra entre os Estados Unidos e o Irã.
Durante sua visita ao Cairo, Xi enfatizou que
os povos do Oriente Médio devem ser os mestres de seus próprios assuntos
e que "a interferência externa deve ser rejeitada", referindo-se claramente à influência americana.
O líder chinês também mencionou que a China apoia os países da região na construção de uma nova arquitetura de segurança, fazendo alusão ao Acordo de Meca, um pacto militar que uniu Turquia, Arábia Saudita e Paquistão.
Esse pacto é um reflexo das mudanças que se intensificaram após os ataques do Hamas a Israel em 2023, que desencadearam uma guerra regional e enfraqueceram a influência do Irã.
As potências muçulmanas, incluindo o Paquistão, buscam demonstrar unidade diante das retaliações do Irã e do crescente poder militar de Israel. A relação entre Israel e a Turquia também se deteriorou, especialmente na Síria.
Xi Jinping, ao reafirmar apoio à causa palestina, busca se posicionar como um ator relevante no Oriente Médio, especialmente após ter mediado uma aproximação entre sauditas e iranianos nos últimos anos.
A China, que historicamente dependia do petróleo iraniano, enfrenta desafios devido ao fechamento do estreito de Hormuz e busca uma solução diplomática rápida para a crise.
A visita de Xi ao Egito é estratégica, pois o país controla o canal de Suez, vital para as exportações chinesas. O investimento chinês na região, parte da Nova Rota da Seda, cresceu significativamente, refletindo a importância econômica do Oriente Médio para a China.
Fonte: Noticiasaominuto