A vacinação em massa contra o sarampo no Brasil resultou na interrupção da circulação endêmica do vírus, conforme certificação da Organização Pan-Americana da Saúde em novembro de 2024. No entanto, casos importados ainda são registrados, como os dois episódios confirmados neste ano: um bebê de seis meses em São Paulo, que viajou para a Bolívia, e uma jovem de 22 anos no Rio de Janeiro, sem registro de vacinação.
Esses casos levantam questionamentos sobre a necessidade de reforço vacinal para adultos que já foram vacinados na infância. Especialistas afirmam que a proteção conferida pela vacina é duradoura. Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, esclarece que quem recebeu as duas doses recomendadas na infância geralmente permanece protegido ao longo da vida.
Levi destaca que um indivíduo é considerado protegido se recebeu as duas doses a partir dos 12 meses de idade, sendo a primeira dose aplicada aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Portanto, adultos que completaram esse esquema vacinal estão, em geral, protegidos contra a doença.