As urnas no Peru foram fechadas às 17h locais deste domingo (7), após uma jornada eleitoral relativamente tranquila em comparação ao primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em abril. De acordo com o instituto Ipsos, Keiko Fujimori obteve 50,7% dos votos, enquanto Roberto Sánchez recebeu 49,3%. A empresa Datum apresentou uma diferença ainda menor, com 50,53% para Keiko e 49,47% para Sánchez.
Mais de 27 milhões de eleitores estavam aptos a votar para escolher o décimo presidente do país nos últimos dez anos, refletindo a instabilidade política do Peru. Os eleitores tiveram que decidir entre dois legados: o do ex-ditador Alberto Fujimori, representado por sua filha Keiko, e o do ex-presidente Pedro Castillo, atualmente preso.
Keiko concorreu sob o lema "Volta Fujimori, volta a ordem", em um contexto de crise de segurança, enquanto Sánchez, candidato de esquerda, prometeu um indulto a Castillo. As pesquisas eleitorais não indicavam um vencedor claro, com o último levantamento do Ipsos, realizado nos dias 29 e 30 de maio, mostrando Keiko com 40,4% e Sánchez com 38,3%, dentro da margem de erro.
O primeiro turno, realizado em 12 de abril, foi marcado por problemas logísticos, com falta de material em várias regiões da capital, o que levou a reaberturas de locais de votação no dia seguinte. Neste domingo, o presidente do Conselho Nacional de Eleições (JNE), Roberto Burneo, afirmou que todo o material eleitoral estava disponível nas seções de votação desde a manhã.
Burneo também destacou a presença de 28 mil fiscais eleitorais em todo o país para supervisionar o processo. Ele fez um apelo às organizações políticas e ao público para que respeitassem a vontade popular. O clima de tensão é reforçado pela possibilidade de alegações de fraude, como já ocorreu no primeiro turno, quando o prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, criticou a organização do pleito.