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Unilever alerta sobre contaminação em produtos Ypê antes de suspensão

A Unilever notificou a Anvisa sobre contaminação em produtos Ypê meses antes da suspensão de sua fabricação. A empresa identificou a bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes do Tixan Ypê Express.
Foto: ypê

A Unilever informou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre suspeitas de contaminação microbiológica em produtos da marca Ypê, meses antes da suspensão de sua fabricação, venda e distribuição, que ocorreu no início de maio. Documentos obtidos revelam que a empresa, responsável por marcas como Omo e Cif, apresentou laudos que indicavam a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes do Tixan Ypê Express, fabricados pela Química Amparo.

A Anvisa confirmou que recebeu denúncias da Unilever contra a Química Amparo em outubro de 2025 e março de 2026, através do sistema Fala.BR. A empresa não solicitou anonimato nas denúncias. Nos documentos enviados à Senacon, a Unilever destacou a identificação de contaminação microbiológica nos produtos lava-roupas Tixan Ypê Express e outras variantes, alertando sobre o risco à saúde do consumidor.

A Unilever também mencionou ter conhecimento de um suposto 'recolhimento silencioso' dos produtos Tixan Ypê Express, o que motivou a realização de testes laboratoriais mais aprofundados. Na primeira denúncia, a empresa relatou que quatro lotes do Tixan Ypê Express apresentaram desvios no padrão microbiológico, incluindo as variantes 'Cuida das roupas' e 'Combate mau odor', todas com validade até junho de 2027.

Esses lotes foram submetidos a testes internos e, posteriormente, a um laboratório externo, que confirmou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. Dois dias após a primeira denúncia, a Unilever apresentou novos documentos à Senacon, informando que novos laudos confirmaram a contaminação em mais seis lotes, totalizando dez lotes contaminados.

Em resposta, a Unilever reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência, destacando que realiza testes técnicos rotineiros em seus produtos e, quando necessário, notifica as autoridades competentes. A empresa enfatizou que as investigações são conduzidas exclusivamente pela autoridade reguladora.

Por sua vez, a Química Amparo, responsável pela marca Ypê, contestou as alegações da Unilever. Em manifestação à Senacon, a empresa expressou surpresa e indignação, classificando as denúncias como infundadas e distorcidas. A Química Amparo argumentou que não há regulamentação da Anvisa que estabeleça limites para a presença do microrganismo em produtos saneantes e negou a realização de qualquer recolhimento silencioso, afirmando que suas marcas ganharam mercado.

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