A União Europeia (UE) manifestou preocupação com as ações da Rússia, que estaria utilizando restrições comerciais para pressionar a Armênia. Em um comunicado emitido em Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou que discutiu a situação com o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan.
Von der Leyen classificou as ações russas como "coerção econômica", afirmando que
isso não é nada menos do que inaceitável
. Segundo a presidente da Comissão, a Rússia estaria transformando as relações comerciais em uma ferramenta de influência política ao manter restrições sobre produtos armênios.
Ao prolongar as limitações às exportações armênias, Moscou está usando o comércio como instrumento de influência política — destacou.
Em resposta a essa situação, a União Europeia anunciou não apenas ajuda financeira imediata, mas também novas iniciativas para facilitar o acesso de produtos armênios ao mercado europeu. As medidas incluem incentivos para o comércio de produtos agroalimentares e apoio a setores impactados pelas restrições russas, como o mercado de flores.
Essas ações refletem um fortalecimento das relações entre a União Europeia e a Armênia, que se intensificou após a primeira cúpula oficial entre as partes, realizada em maio deste ano. Von der Leyen também mencionou que o Plano de Resiliência e Crescimento da UE para a Armênia, em vigor desde 2024, já beneficiou cerca de 7 mil empresas e gerou mais de 20 mil empregos no país.
Nos últimos meses, as medidas adotadas pela Rússia afetaram especialmente as exportações armênias de produtos agrícolas, flores e mercadorias perecíveis, com exigências sanitárias mais rigorosas e aumento da fiscalização aduaneira. Para Bruxelas, essas restrições representam uma tentativa de pressionar o governo armênio em um momento de aproximação com a União Europeia, o que tem gerado desconforto em Moscou.