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Trump se distancia da Copa do Mundo de 2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, não compareceu à estreia da seleção nacional na Copa do Mundo de 2026, refletindo sua baixa popularidade e compromissos políticos.
Foto: Metropoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece manter uma distância significativa da Copa do Mundo de 2026. Embora tenha contribuído para a realização do torneio, que será co-sediado por Canadá e México, sua ausência na estreia da seleção nacional chamou atenção.

Na sexta-feira, 12 de junho, a seleção dos EUA venceu o Paraguai por 4 a 1 no jogo de abertura, realizado em Los Angeles, mas Trump não estava presente. O governo foi representado pelo secretário de Estado, Marco Rubio.

A decisão de não comparecer ao evento é notável, uma vez que chefes de Estado dos países-sede costumam marcar presença na abertura da competição. Em 2018, o presidente russo, Vladimir Putin, e em 2014, a então presidente Dilma Rousseff, estiveram presentes em suas respectivas edições.

A ausência de Trump se deu poucos dias após sua presença na final da NBA, onde foi vaiado pelo público no Madison Square Garden, em Nova York. No mesmo fim de semana, ele celebrou seu aniversário de 80 anos com um evento de UFC nos jardins da Casa Branca.

Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, afirmou que a ausência de Trump se deveu a compromissos presidenciais, mas deixou em aberto a possibilidade de que ele se envolva mais ao longo do torneio.

A ausência de Trump ocorre em um momento delicado para sua imagem, com pesquisas mostrando que sua aprovação está em torno de 35%, um dos níveis mais baixos de sua trajetória política. A insatisfação dos americanos com a economia, especialmente em relação aos preços dos combustíveis, tem contribuído para essa percepção negativa.

A influência da administração Trump na organização da Copa é significativa, com cerca de 75% das partidas ocorrendo nos Estados Unidos. A Fifa adaptou suas operações às regras de imigração e segurança dos EUA, o que gerou críticas, especialmente após a deportação do árbitro somali Omar Artan.

Além disso, a seleção do Irã enfrentou dificuldades logísticas devido às tensões entre os dois países, sendo obrigada a estabelecer sua base no México.

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