O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordou nesta quarta-feira (1º) o aumento de seu patrimônio bilionário, que cresceu em pelo menos US$ 2,2 bilhões desde seu retorno à Casa Branca. A declaração ocorreu após a divulgação de dados financeiros que geraram polêmica.
Trump, ao ser questionado sobre o assunto, minimizou a importância do ganho, afirmando que
todos estão lucrando porque o mercado de ações está em alta
. A informação sobre seu aumento patrimonial foi divulgada na terça-feira (30) e analisada pelo jornal "The New York Times", que destacou que, em 2024, os ganhos de Trump foram de US$ 622 milhões.
Entre as principais transações que contribuíram para o aumento de seu patrimônio, está a aquisição de quase metade da World Liberty Financial, uma empresa de criptomoedas da família Trump, por uma empresa de investimentos dos Emirados Árabes Unidos. Essa transação levantou questões sobre a linha entre política externa e interesses privados.
Além disso, Trump obteve lucros significativos com a venda de sua criptomoeda fictícia $TRUMP e dos tokens digitais da World Liberty, totalizando US$ 1,4 bilhão apenas com esses negócios.
A Organização Trump também se beneficiou da popularidade do presidente, licenciando seu nome para propriedades em países que são estratégicos para os interesses dos EUA, como Arábia Saudita e Catar, gerando mais de US$ 14 milhões no último ano.
Os documentos públicos indicam que as ações de Trump em sua empresa de mídia social, a Trump Media & Technology Group, estão avaliadas em cerca de US$ 875 milhões, embora tenham sofrido uma queda significativa no ano anterior.
A Casa Branca não comentou diretamente sobre as alegações, mas a porta-voz Anna Kelly afirmou que Trump
age apenas no melhor interesse do público americano
e que não existem conflitos de interesse.