Um jovem de 18 anos, natural de Portugal, foi condenado a seis anos de prisão pela Justiça de Portugal nesta quarta-feira (1º) por sua participação em instigações a ataques em escolas no Brasil. Entre os casos investigados está o atentado à Escola Estadual Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, que resultou na morte da estudante Giovanna Bezerra Silva, de 17 anos.
Giovanna, que estava no terceiro ano do ensino médio e residia no Jardim Sapopemba, foi baleada na cabeça por um colega no dia 23 de outubro de 2023. Além dela, outras duas alunas, de 15 anos, também foram feridas durante o ataque.
Apesar da condenação, o Tribunal de Santa Maria da Feira absolveu o réu da maioria das 230 acusações feitas pelo Ministério Público, incluindo aquelas diretamente ligadas ao ataque em Sapopemba. O jovem foi considerado culpado por cumplicidade moral em uma tentativa de assassinato, posse de pornografia infantil e por incitar atos de violência contra animais.
O juiz Pedro Botelho Vieira, responsável pelo julgamento, criticou a acusação, afirmando que a narrativa de que o réu era o principal responsável pelos atos era exagerada e que sua intervenção foi praticamente nula. O juiz destacou que não havia troca de mensagens entre o jovem e o autor do ataque.
O Ministério Público acusou o condenado de liderar um grupo na plataforma de jogos Discord, onde incitava adolescentes a cometer atos violentos. Entre os planos, estavam quatro massacres em escolas no Brasil, sendo que três deles foram impedidos pelas autoridades.
O ataque na Escola Estadual Sapopemba ocorreu na manhã de 23 de outubro de 2023, quando um aluno de 15 anos entrou armado e disparou contra os colegas. Giovanna foi levada ao Hospital Sapopemba, mas não resistiu aos ferimentos.
Após a morte de Giovanna, amigos e familiares prestaram homenagens nas redes sociais, relembrando momentos especiais com a jovem. Sua mãe, Mariza Bezerra, expressou sua dor ao receber a notícia da tragédia, afirmando que não imaginava que algo assim pudesse acontecer com sua filha.