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Trump critica Netanyahu e sugere que Síria lide com Hezbollah

Em nova crítica a Benjamin Netanyahu, Donald Trump expressou insatisfação com os ataques israelenses ao Líbano e sugeriu que a Síria deveria lidar com o Hezbollah. Netanyahu reafirma que a luta de Israel continua.
Foto: 1 de 2 Donald Trump — Foto: REUTERS / Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou críticas ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante a cúpula do G7, realizada nesta terça-feira (16). Trump expressou sua insatisfação com a recente ofensiva das Forças Armadas israelenses em Beirute, que ocorreu durante as negociações de um acordo de paz com o Irã.

Trump afirmou que Netanyahu precisa ser "mais responsável

em relação ao Líbano e sugeriu que a Síria deveria assumir a responsabilidade de lidar com o grupo extremista Hezbollah.

Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo", declarou.

Em resposta, Netanyahu, na segunda-feira (15), reafirmou que a luta de Israel "não acabou" e que o país continuará a "neutralizar ameaças

. Ele destacou que as operações do Exército israelense em

zonas de segurança" no Oriente Médio são essenciais para a proteção do país.

Trump também comentou sobre o acordo assinado entre os EUA e o Irã, que visa o fim da guerra no Oriente Médio. Ele afirmou que as negociações entrarão em uma segunda fase e que os Estados Unidos não investirão dinheiro no Irã.

A única coisa que realmente importa para mim é que o Irã jamais terá uma arma nuclear

, enfatizou.

O acordo foi assinado eletronicamente, conforme informou o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance. A cerimônia formal de assinatura está agendada para sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, onde o texto final será divulgado.

Trump mencionou que o acordo prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã. No entanto, a desconfiança entre os dois países persiste, com o Ministério das Relações Exteriores do Irã expressando uma "profunda desconfiança" em relação aos EUA.

Além disso, Trump afirmou que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, mas o Irã anunciou que passará a cobrar uma "taxa por serviço" de navios que utilizarem a via marítima, o que poderá impactar o trânsito de cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.

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