O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã solicitou a continuidade das negociações com o governo americano. Apesar disso, Trump enfatizou que o "cessar-fogo acabou", sinalizando uma mudança na postura dos EUA em relação ao regime islâmico.
Trump afirmou:
A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as ‘conversas’. Concordamos em fazê-lo, mas os Estados Unidos deixaram claro para eles, sem rodeios, que o cessar-fogo acabou
. Até o momento, o Irã não se manifestou oficialmente sobre as declarações do presidente americano.
O contexto das negociações remonta a um acordo preliminar firmado em 17 de junho, que previa uma trégua de 60 dias, com o objetivo de resolver as divergências entre os países e pôr fim ao conflito no Oriente Médio, que teve início no final de fevereiro.
Entretanto, desde o dia 7 de julho, os ataques entre os países foram retomados. Trump declarou que a trégua chegou ao fim, e os Estados Unidos realizaram bombardeios em várias cidades do Irã. Em resposta, o Irã atacou bases militares americanas localizadas no Oriente Médio.
O Comando Central do Exército dos EUA informou que atingiu ao menos 170 alvos durante os ataques recentes. O Irã, por sua vez, lançou mísseis contra bases dos EUA no Catar, Kuwait e Bahrein.
Em meio a esse cenário, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o Exército israelense está preparado para intensificar os ataques ao Irã. Por outro lado, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohammad Baqer Zolqadr, advertiu que qualquer ataque à infraestrutura iraniana resultará em retaliação, destacando que Israel seria um alvo.