Durante um jantar com parlamentares republicanos, Donald Trump declarou que a liderança iraniana estaria buscando um acordo de cessar-fogo, mas hesita em torná-lo público devido ao receio de represálias internas. Segundo Trump,
eles estão negociando, querem chegar a um acordo. Mas têm medo de dizer isso, porque acham que podem ser mortos pelos próprios
.
Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, importantes figuras do regime, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, foram eliminadas. O sucessor indicado, Mojtaba Khamenei, não foi visto em público há semanas, gerando especulações sobre sua saúde.
Em contraste, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que negociar agora seria um sinal de derrota. Ele declarou que
a República Islâmica não planeja nenhuma negociação
e que o país busca encerrar o conflito em seus próprios termos.
Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de bloquear o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo.
A Casa Branca adotou um tom mais agressivo, com a porta-voz Karoline Leavitt alertando que os Estados Unidos podem "desencadear o inferno" se o Irã cometer um "erro de cálculo" e não reconhecer sua derrota militar. Apesar das tensões, Leavitt afirmou que os canais de diálogo permanecem abertos e que as negociações são produtivas.
Entretanto, a emissora estatal iraniana Press TV noticiou que Teerã rejeitou uma proposta americana de 15 pontos para encerrar a guerra, citando fontes não identificadas. Após essa rejeição, o governo iraniano intensificou seu tom de confronto com os Estados Unidos.
Trump também criticou a cobertura da imprensa sobre o conflito, especialmente as reportagens que questionam sua perspectiva otimista sobre a guerra, que já se estende por quase um mês.
Em meio a essas tensões, o mercado financeiro reagiu, com a Bolsa subindo mais de 1% e o dólar fechando em queda, refletindo o foco nas negociações sobre a guerra no Irã.