Search

Trump cancela assinatura de projeto de lei sobre moradias populares

O presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou a assinatura de um projeto de lei que visava acelerar a construção de moradias populares, em uma estratégia para pressionar o Congresso a aprovar outra proposta polêmica.
Foto: G1

Na quarta-feira, 24 de junho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu cancelar a assinatura de um projeto de lei que tinha como objetivo acelerar a construção de moradias populares. A decisão foi anunciada em um post na rede social Truth Social.

Trump justificou o cancelamento como uma forma de pressionar o Congresso a aprovar o "SAVE AMERICA ACT

, um projeto que está paralisado e que ele considera uma

emergência nacional". O presidente afirmou: "A coletiva de imprensa e assinatura do projeto de lei sobre habitação de hoje está cancelada até que aprovemos o tão necessário SAVE AMERICA ACT".

O "SAVE AMERICA ACT" inclui medidas que exigem prova de cidadania no registro para votar nas eleições legislativas de meio de mandato, programadas para novembro. Além disso, o projeto prevê penalidades criminais para autoridades eleitorais que registrarem eleitores sem a documentação necessária.

De acordo com a Casa Branca, a proposta visa impedir que

cidadãos estrangeiros interfiram nas eleições dos EUA

. Embora já seja proibido que estrangeiros e imigrantes ilegais votem, Trump alega que essa situação ocorreu nos últimos anos.

Essa não é a primeira vez que o presidente utiliza táticas de pressão em relação ao "SAVE AMERICA ACT". Em março, ele já havia declarado que não sancionaria outras medidas até que essa proposta fosse aprovada.

Os democratas criticam a proposta, afirmando que ela busca restringir o direito ao voto e prejudicar suas chances eleitorais, especialmente em um momento em que analistas apontam o partido como favorito para assumir o controle da Câmara.

Atualmente, os republicanos detêm 53 das 100 cadeiras do Senado, mas não possuem os 60 votos necessários para superar o limite de obstrução da Casa, o que explica as cinco tentativas frustradas de votação sobre a proposta desde março.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE