Após o primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio ao candidato Abelardo de la Espriella. A manifestação ocorreu em uma publicação na rede Truth Social, nesta terça-feira (2/6). Trump elogiou De la Espriella, um político de ultradireita, destacando sua capacidade de promover o crescimento econômico e fortalecer as relações com Washington.
Na mensagem, Trump se referiu a De la Espriella como "El Tigre", descrevendo-o como um líder "inteligente, forte e determinado
. O presidente norte-americano também ressaltou temas centrais da campanha do candidato, como o combate ao crime, ao tráfico de drogas e à imigração ilegal.
É uma honra conceder a Abelardo meu apoio total e irrestrito", afirmou.
O primeiro turno das eleições colombianas ocorreu no último domingo (31/5), onde De la Espriella, representante da direita, obteve 43,74% dos votos, liderando a disputa com uma vantagem de mais de 673 mil votos sobre o senador Iván Cepeda, que recebeu 40,90% e é apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro. Os dois candidatos se enfrentarão no segundo turno marcado para 21 de junho.
Trump justificou seu apoio ao afirmar que o resultado das eleições será crucial para o futuro da Colômbia e para as relações entre os dois países. Ele também criticou Cepeda, chamando-o de "marxista de esquerda radical" e expressou confiança de que De la Espriella seria capaz de gerar empregos, incentivar o comércio e restaurar a segurança pública.
Em meio a esse cenário, Gustavo Petro levantou questionamentos sobre a integridade do processo eleitoral, alegando ter provas de possíveis fraudes. Em publicações nas redes sociais, ele afirmou que o software utilizado na pré-contagem dos votos foi alterado cinco dias antes da eleição e pediu uma auditoria detalhada.
As alegações de Petro foram rejeitadas pela Registradoria Nacional do Estado Civil, responsável pelas eleições na Colômbia. A instituição informou que a apuração oficial está 99,98% concluída e não encontrou irregularidades que pudessem alterar o resultado. A Registradoria também anunciou que partidos e organizações políticas serão convidados a acompanhar auditorias antes do segundo turno.