Em uma declaração feita em sua rede social, Donald Trump anunciou que a Marinha dos Estados Unidos implementará um bloqueio total no Estreito de Ormuz. A decisão foi tomada após o fracasso das negociações de segurança no Paquistão, que não conseguiram avançar em relação ao programa nuclear do Irã.
Trump expressou sua frustração com a situação, afirmando que a paciência dos EUA com o Irã se esgotou. Ele fez uma ameaça direta, afirmando que qualquer ataque a embarcações americanas ou pacíficas resultará em uma resposta severa.
O presidente destacou que, apesar de alguns tópicos terem avançado nas negociações, a falta de um acordo sobre o programa nuclear foi o principal obstáculo. Ele enfatizou que o aspecto nuclear era o único ponto que realmente importava e que não foi acordado.
Trump autorizou a Marinha a interceptar navios comerciais que pagarem taxas ao governo iraniano, afirmando que ninguém que pague um 'pedágio ilegal' terá passagem segura no mar. Ele também mencionou que o bloqueio contará com a colaboração de outros países e que as Forças Armadas dos EUA estão preparadas para agir contra o Irã.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que liderou a delegação nas negociações, declarou que o Irã optou por não aceitar os termos propostos pelos EUA. A recusa do Irã em garantir que não buscará armas nucleares a longo prazo foi identificada como o ponto de ruptura nas discussões.
Em resposta, o líder do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, criticou as exigências dos EUA, considerando-as não razoáveis e acusando Washington de violar acordos de cessar-fogo anteriores. Ele afirmou que a postura americana impediu qualquer progresso significativo nas relações entre os países.