Neste sábado, Donald Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para comentar sobre os recentes ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra alvos no Irã. Os bombardeios, que atingiram depósitos de mísseis, drones e estações de radar, foram uma resposta a um ataque iraniano contra um navio no Estreito de Ormuz.
Trump afirmou que
é muito provável que eles nunca aprendam
e alertou que, se uma ação militar for necessária, "a República Islâmica do Irã deixará de existir".
Os ataques dos EUA, conforme relatado pelo Comando Central das Forças Armadas (Centcom), visaram
infraestruturas de vigilância militar iranianas, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, depósitos de drones e equipamentos utilizados para a instalação de minas
.
Apesar da escalada militar, o Centcom informou que o tráfego marítimo comercial pelo Estreito de Ormuz continua funcionando normalmente. Veículos de imprensa iranianos relataram explosões nas regiões de Sirik e Qeshm, no sul do país.
Os ataques ocorreram após o Irã ter lançado um drone de ataque contra o petroleiro Kiku, que transportava mais de dois milhões de barris de petróleo. O navio, de bandeira panamenha, havia partido do Catar e se dirigia a um porto nos Emirados Árabes Unidos.
Na sexta-feira, os EUA já haviam realizado bombardeios contra alvos iranianos, alegando que Teerã havia atacado um navio comercial na mesma região. Essa troca de ataques acontece mesmo após um acordo de cessar-fogo assinado em 17 de junho, que visava reabrir a importante rota marítima.
O Estreito de Ormuz é um ponto estratégico, onde cerca de 20% do comércio mundial de hidrocarbonetos passa. A tensão entre os EUA e o Irã persiste, especialmente com a proposta iraniana de cobrança de taxas de passagem, que foi rejeitada pelos Estados Unidos.