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Trump ameaça ação militar contra Omã em meio a negociações no Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardear Omã se o país interferir nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, onde Irã e Omã buscam um acordo sobre rotas de navegação.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Durante uma entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração contundente ao afirmar que, caso Omã interfira nos esforços americanos relacionados ao Estreito de Ormuz, o país poderá ser alvo de bombardeios. A ameaça foi proferida nesta segunda-feira, 17.

A tensão surge em um momento em que Omã e Irã estão avançando em negociações para estabelecer novas regras de navegação no estreito, uma passagem crucial para o comércio global de petróleo e gás. Antes do atual conflito, aproximadamente 20% do petróleo comercializado mundialmente transitava por essa região.

O governo iraniano anunciou que já existe um entendimento entre os dois países sobre as rotas que os navios devem seguir no estreito. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, informou que as partes estão agora focadas em finalizar os detalhes e elaborar uma declaração conjunta, que incluirá rotas específicas para a entrada e saída de embarcações.

O objetivo das negociações é criar um sistema que respeite os direitos de Irã e Omã, garantindo a passagem segura de navios comerciais. Além disso, as discussões abrangem questões técnicas relacionadas à segurança da navegação, proteção ambiental, serviços marítimos e combate ao crime.

A reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego comercial é uma das principais exigências dos Estados Unidos nas negociações sobre o conflito com o Irã. Washington busca um acordo que seja considerado aceitável antes de suspender o bloqueio imposto aos portos iranianos.

Entretanto, ainda não está claro se o entendimento entre Teerã e Mascate atenderá às condições exigidas pelo governo americano. O Irã já deixou claro que um acordo apenas com Omã não seria suficiente para garantir a reabertura total da passagem, exigindo também mudanças na postura dos EUA, como o fim de sanções e ameaças militares.

Trump já havia feito ameaças anteriores contra Omã, afirmando que o país precisaria seguir as exigências americanas ou enfrentaria consequências. As declarações recentes intensificam a tensão em torno das negociações para restaurar o fluxo comercial pelo Estreito de Ormuz, que permanece severamente reduzido devido ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

Em meio a esse impasse, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou que suas forças adotarão uma estratégia militar mais proativa, alertando para possíveis 'surpresas estratégicas' em resposta à situação com Washington.

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