Search

Trump afirma que Rússia e Ucrânia concordam em suspender ataques ao setor de energia

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que Rússia e Ucrânia concordaram em interromper os ataques ao setor energético. A confirmação oficial ainda não foi feita por Kiev ou Moscou.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a Ucrânia e a Rússia chegaram a um acordo para suspender os ataques direcionados ao setor de energia um do outro. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial por parte de Kiev ou Moscou.

Trump, que enfrenta críticas pelo aumento dos preços dos combustíveis devido à guerra no Irã, atribui agora o problema ao conflito na Europa. Ele afirmou em sua rede social:

A Ucrânia concordou em não atacar alvos de energia russos. A Rússia concordou com o mesmo. O aumento do preço do diesel no mundo é principalmente causado pela guerra Rússia/Ucrânia, não [pelo conflito no] Irã.

No dia anterior, Trump mencionou que havia solicitado uma trégua em uma conversa telefônica com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que não fez comentários sobre a declaração.

Se a trégua for confirmada, o principal beneficiário imediato seria o presidente russo, Vladimir Putin, que enfrenta pressão crescente desde que a Ucrânia intensificou sua campanha com ataques a drones e mísseis contra a infraestrutura energética russa.

Os ataques ucranianos, que visam principalmente refinarias, resultaram em uma crise de abastecimento na Rússia. O país, que é o segundo maior produtor de petróleo do mundo, foi forçado a proibir a exportação de diesel e gasolina, além de ter que importar combustíveis. Postos em Moscou estão enfrentando racionamento, com filas que duram horas.

Enquanto isso, os ataques da Rússia têm se concentrado na infraestrutura elétrica e de gás da Ucrânia, que depende dessas commodities não apenas para suas indústrias, mas também para o aquecimento residencial. Com a chegada do inverno no hemisfério norte, há preocupações sobre como a Ucrânia lidará com a possível falta de energia, especialmente após o colapso de seu sistema elétrico no ano passado.

A Ucrânia, que enfrenta uma escassez de mísseis de interceptação, tem sido alvo das forças de Putin, e a violência no conflito atingiu níveis alarmantes, com um aumento significativo nas mortes de civis desde março de 2022.

Zelenski também buscava uma trégua no mar Negro, em resposta à escalada de ataques contra o tráfego mercantil, mas Putin não aceitou. As estimativas indicam uma queda de 75% nas exportações de grãos ucranianos, que são a principal fonte de renda do país, e de 60% na Rússia.

Para Trump, a situação é ainda mais crítica devido às eleições parlamentares de novembro, nas quais seu Partido Republicano pode perder o controle das duas Casas do Congresso. A guerra no Oriente Médio é impopular, especialmente pelo impacto nos preços dos combustíveis.

Desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, os preços da gasolina nos postos americanos subiram até 50%. Apesar das declarações de Trump, Putin suspendeu a venda de derivados de petróleo apenas no final de julho, enquanto a pressão inflacionária global já era uma realidade anterior.

Com a nova escalada na região, impulsionada pela ofensiva dos rebeldes pró-Irã no Iémen e o ataque ao principal oleoduto da Arábia Saudita, a situação se tornou ainda mais complicada. Nesta segunda-feira, o preço do barril Brent ultrapassou os US$ 108, comparado aos US$ 70 antes do início da guerra, e chegou a atingir US$ 114 em maio, no auge das tensões.

PUBLICIDADE

Mais recentes

PUBLICIDADE